sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Diferente

Diferente aquele urubu.
Cor de rosa.
E não come carniça,
só come coisas gostosas.
Solitária, aquela ave voa só
e voa alto; perto do sol
e de todas as solidões.
Não estranha a sua cor
tão diferente.
Mas, os outros estranham.
E não lhe acompanham
em seus voos de alturas.

Prefere odores de rosas,
ao podre cheiro da carne.
Por isso, um dia cismou
e colheu a flor mais bela.
Aí, foi escorraçado.
Hoje, vive ao lado das garças.
Sequer ergue olhares saudosos.
Deixou o céu, que às vezes é negro;
fica na água, que é sempre azul.
Ou verde. Ou rosa.

2 comentários:

rodrigowill disse...

É aquilo de não ter como ser melhor, mas daí tu consegue e consegue.

Solfejando poesia disse...

Estou no Repouso das Letras!
Venha me ver!

http://repousodasletras.blogspot.com/2010/11/ao-final-do-dia.html

Beijos!