sábado, 28 de novembro de 2009

À luz de velas

Que romântico, dançar
ao som de um bolero,
morrer à luz de lamparinas.
Porque das minhas mortes,
sei eu; você só imagina.


Que romântico cantar
a música do Roberto,
soltar a voz para as portas.
Porque da minha solidão,
sei eu; você não se importa.


Que romântico e triste,
as velas para a ceia,
as velas para os mortos.
A noite triste e feia;
velhos barcos sem portos.

2 comentários:

rodrigowill disse...

Muito linda suas poesias acompanharei teu blog, quem sabe possa eu aprender tamanho dom.

Vera Celms disse...

Leão... gostei disso, gostei dos quetais... a certeza de nós mesmos, por menos que pareça, é incostestável né? beijos da Leoa...